Título Original: Revolutionary Road
Ano: 2008
Direção: Sam Mendes
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Anos 50. Frank (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet) formam um
casal feliz. Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar
uma vida seguindo ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary
Road eles ficam orgulhosos por declarar independência da inércia
suburbana que os rodeava. Porém logo eles percebem que estão se tornando
justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho
insignificante e tem medo de tudo, enquanto que April é uma dona de casa
infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de
novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris.
Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos.
Fonte
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Revolutionary Road reúne não só o casal vinte de Titanic que todo mundo (inclusive eu) adora, mas sim um conjunto de lições. Mesmo a história ser ambientada na década de 1950, o filme é muito atual. E é incrível poder analisar que vivemos em um presente que não é novo, apenas tomou novas formas, mas continua sendo uma reprodução do passado. É essa ideia central que eu tive enquanto assistia: As coisas não mudam.
Não tenho muitas análises quanto a obra em si. Leonardo DiCaprio é um dos meus atores favoritos e eu pago muito pau pra ele. Kate Winslet é também uma das minhas atrizes favoritas e vê-los juntos novamente é maravilhoso, como se fosse a união do leite condensado com nutella, mais doce e prazeroso, impossível. Demorei muito pra assistir por falta de entusiasmo mesmo. A sinopse não me agradou e tinha lido críticas péssimas quanto a ele, o que só reforçou minha falta de interesse. E também porque na época que foi lançado eu estava mais preocupada com o The Dark Knight do que qualquer outra coisa.
Mas acredito que tenha assistido na hora certa, porque é um filme que não é pra ser visto em qualquer momento. Você precisa se preparar e ter muita disposição porque não é fácil engolir uma história de casal já na fase madura do casamento, com filhos, deveres, conflitos e toda aquela casca de rotina. Então meu caro, já vou avisando, assista despido de qualquer incômodo. Se tiver deprê por qualquer motivo, não vai ver esse filme. Se você minha amiga, brigou com o namorado ou terminou com ele recentemente, não vá ver esse filme. Se você estiver com TPM, não vá ver esse filme. Se você tiver com dor no dedão do pé, não vá ver esse filme, e pelo amor de Deus, se você tiver cansado, com sono, não vá ver esse filme, porque certamente vocês não aguentarão nem dez minutos. Deixem para encarar esse desafio quando estiverem bem de espírito, de saúde e de alma. Em um dia que não tiverem do que reclamar da vida. Sim, esse dia é raro acontecer na vida da gente, mas ele acontece, dia sim, dia não. Então, aproveite esse dia em especial e assista Revolutionary Road.
Interpretações espetaculares de Leo e Kate como já podem esperar. A química deles é fantástica e eu sempre desejei que eles fossem um casal na vida real. Parecem que nasceram um para o outro, é incrível ver o entrosamento deles, a energia que move os dois, sem contar que formam um par divino. Personagens marcantes e com muito conteúdo. Todos eles! Tão reais, tão humanos e tão parecidos com gente como a gente. Destaque principalmente para o personagem de Michael Shannon, na qual interpreta um homem com problemas de temperamento e é considerado louco pela sociedade. É espantoso o talento desse cara! John Givings é um personagem memorável e tudo o que ele diz no filme é tão verdade, tão real e tão extraordinário. Com certeza, foi um dos mais marcantes.
Em questões técnicas, as interpretações dos atores são as que mais se destacam. Até porque, é um filme com muita tensão e aborda muitos temas. E acredito particularmente que possamos extrair algumas lições e abrir os olhos para algumas questões da vida. Sonhos, casamento, sentido de vida, escolhas, medo, são apenas alguns ingredientes que forma a receita dura, complexa e maravilhosa de Foi Apenas um Sonho.
Recomendo, mas nos termos que citei acima!
Nota: 9/10
