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sábado, 1 de junho de 2013

Crítica: Imaginaerum

Título Original: Imaginaerum
Ano: 2012
Direção: Stobe Harju
Gênero: Fantasia
Nacionalidade: Canadá/Finlândia

Sinopse: Filme fantasioso baseado na música do 7º disco de estúdio da banda finlandesa Nightwish, que carrega o mesmo nome e tem 13 faixas.O protagonista do filme é um compositor com uma imaginação de outro mundo. Ele é um senhor de idade que pensa ainda ser um garoto. Enquanto dorme, ele viaja em seu passado distante, onde seus antigos sonhos retornam misturados com o mundo de música e fantasia do menino.Em seus sonhos, o senhor luta para encontrar as memórias que mais lhe importavam.
Fonte

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 Embarcando na análise crítica do último álbum lançado de Nightwish, feita pelo meu colega Allisson do blog Cineclub Hardcore, lá vou eu dar minha opinião sobre o filme, intitulado também de Imaginaerum.
Confesso que quando soube que a banda finlandesa (da qual eu gosto muito) faria um filme baseado no seu 7º CD, eu não dei importância. Na verdade, achei que seria mais como um conjunto de clipes de cada faixa do álbum que daria a composição do tal "filme". E confesso também que me preocupei, pois desde a "demissão" da antiga vocalista, a banda Nightwish tem passado por tempestades de críticas, vindas de todo o elo musical dos gêneros metal até os seus mais eufóricos fãs. Nightwish tem sido uma banda em teste, na qual cada algo novo que surge, surge também olhares duvidosos e pensamentos venenosos, resultado da insatisfação da grande massa contra a saída de Tarja Turunen. A corda bamba que Tuomas Holopainen tem atravessado desde o fim de 2005 tem colocado em prova até a integridade da banda, na qual tudo foi questionado.
Como se não bastasse, Tuomas se arrisca e desafia o público, provando que não dá importâncias as críticas e que confia cegamente no seu taco, e eis que surge o primeiro filme de Nightwish: Imaginaerum
Como cinéfila (pseudo) e como apreciadora da banda e por tudo o que o metal sinfônico Holopainen estava passando, eu esperava as piores impressões possíveis do filme. Eu não gostei muito do álbum e teoricamente fiz um pré-conceito do que aguardaria assistindo a película. Mas me enganei. 


Por não ser uma obra hollywoodiana, e nem ter os recursos top de linha, nem os conhecimentos mais sofisticados do povo da terra do Tio Sam, Imaginaerum deu um show em efeitos especiais. Foi simplesmente incrível ver aquela tecnologia sendo usada de maneira sábia, na medida e sem exageros. Fico imaginando como teria sido ainda mais incrível se fosse feito em terceira dimensão.
Atores britânicos desconhecidos, porém muito talentosos. Conseguiram transmitir em seus personagens não só a alma das músicas do álbum, mas como a alma da banda em si. Gostei da performance de todos, e destaque para Marianne Farley que durante todo o filme, me lembrou muuuito a Tarja. Era como se a própria Tarja estivesse no filme. Se foi propositalmente ou não, podemos afirmar que a Tarja mesmo não estando mais na banda, sempre irá compor uma parcela da grande obra de Nightwish.


Pra quem não ouviu o álbum e não tem ideia do que retrata, pode ser que a história do filme fique um pouco confusa, mas já vou avisando que se trata de pura fantasia (gênero que não me agrada mais, mas resolvi fazer uma exceção por conta desse filme), ou seja, coisas abstratas que só vemos em sonhos ou na própria imaginação.
A trilha sonora nem preciso comentar. É composta pelas faixas do álbum e mais um pouco. Indescritível! Simplesmente demais mesmo! De fato é o que move toda a fantasia e dá vida ao filme. Em outras palavras: Trilha perfeita!
Uma dica para os compositores de Hollywood: É melhor vocês tomarem muito cuidado, porque Tuomas Holopainen é bom no negócio viu... Não estranharia se ele começasse a compor trilhas sonoras e roubassem o emprego de vocês! hahaha


Em última instância, o filme é bom. A analogia com o álbum só completa um ao outro. E quem não ficou tão satisfeito com o álbum, sugiro que veja o filme e faça um balanço dos dois, porque é sem dúvida, algo louvável por parte da banda. Audacioso, porém confiante naquilo que são e o que querem fazer. Quem acha que Nightwish perdeu a identidade se enganou, e a prova do que realmente são está aí no filme Imaginaerum, melhor que muitos filmes fantásticos de Hollywood e com uma eficiência que daria pra dar aulas pra Terry Gilliam!
 

Nota: 8/10