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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Crítica: A Arte de Amar

Título Original: L'Art d'aimer
Ano: 2012
Direção: Emmanuel Mouret
Gênero: Romance
Nacionalidade: França

Sinopse: O que acontece quando nos apaixonamos por alguém? Este é um conto composto por cinco histórias de amor e sexo. Achille (François Cluzet) está bem sozinho, mas acredita que pode viver uma aventura com a sua nova vizinha (Frédérique Bel). Depois dos 50 anos de idade, Emmanuelle (Ariane Ascaride) quer deixar seu marido Paul (Philippe Magnan) para viver novos amores. Vanessa (Élodie Navarre) admite ao seu companheiro que deseja dormir com um colega de trabalho. Zoé (Pascale Arbillot) propõe à amiga Isabelle (Julie Depardieu) que durma com seu marido, e a própria Isabelle acaba ajudando Amélie (Judith Godrèche) a testar a fidelidade de um admirador.

Fonte

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Leia a sinopse e dê uma olhada no cartaz do filme. Se você for como eu, que não suporta filminhos de romance água-com-açúcar com aquele melodrama exagerado, com atores que só fazem esse gênero de filme, e com uma temática que ainda enfrenta um tabu na sociedade (amor e sexo) por mais que há tempos e há tantos filmes que falam sobre isso, mas que nenhum deles chegou a um patamar que possamos dizer: Isso sim, é um filme sobre amor e sexo! Você com certeza não assistiria, ou simplesmente não daria tanta importância.
Mas um simples diferencial me fez assistir A Arte de Amar: É um filme francês. Isso foi o bastante pra que eu mergulhasse de cabeça em um filme que a sinopse não me agradou nada e que o cartaz só me fez pensar em clichês.
Pois bem, o cinema francês, é, na minha humilde opinião, um dos melhores... Se não for o melhor! (Claro que embate muito com o cinema italiano e espanhol), mas se eu tivesse que escolher um país pra representar tudo o que há de bom no cinema, eu escolheria a França. A essência de histórias reais que só o cinema europeu (mais precisamente o francês) consegue é obviamente a marca desse grande romance. O roteiro é sem outras palavras melhores pra designá-lo, brilhante em todo seu contexto. Logo nos primeiros segundos de filme você já tem aquela súbita sensação de que o filme será ótimo.

A trilha sonora é linda, e aquela coisa de música e amor, foi simplesmente genial. Acho que foi a melhor comparação já feita pra esse sentimento: Quando você está amando, surge uma música nova dentro de você. O fato de haver um narrador na história foi muito bom também. Pode parecer chato em alguns filmes, mas nesse ficou excelente. Tive a sensação de estar lendo um livro em alguns momentos, e se você consegue passar isso na minha opinião, você consegue fazer não só um filme, mas sim uma obra que possamos chamá-la de obra!
As histórias dos personagens, os diálogos inteligentes, as emoções transmitidas, a fotografia, o elenco e todo aquele detalhe que contribui pra que o filme se torne obra são mais que espetaculares e visíveis. Não dá pra não prestar atenção. E o fato de ser em Paris só faz o filme ficar melhor. Não existe lugar mais perfeito pra se contar histórias reais de relacionamentos. Leia de novo: Relacionamentos, não histórinhas de amor vindo dos contos-de-fada que todo mundo quer viver.

Uma lição pra quem ainda não vive, mas quer muito viver, e muitas lições  para quem já  vive nesses relacionamentos . E se você não quer ler tudo isso o que eu te disse, ou simplesmente ignora a minha opinião, um motivo mais que válido pra ver esse filme: ele é francês!

Nota: 10/10